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Saúde

 

CGTP recebe sindicatos médicos amanhã

Sindicatos médicos apelam à redução da lista de utentes por médico de família. Sem contraposta do Governo, a Federação Nacional dos Médicos e o Sindicato Independente dos Médicos irão reunir amanhã com a CGTP-IN.

Na sequência das cartas enviadas pelos sindicatos médicos às centrais sindicais, a CGTP-IN, liderada pelo secretário-geral Arménio Carlos, irá receber na sua sede esta quarta-feira, pelas 17h00, a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e o Sindicato Independente dos Médicos (SIM). A informação é adiantada pela CGTP-IN, em nota enviada às redações, e acrescenta ainda que a reunião “pedida por estas estruturas sindicais tem como objetivo esclarecer as razões e as preocupações das mesmas relativamente ao Serviço Nacional de Saúde”.

Recorde-se que, no passado dia 25, a reunião negocial entre o Ministério da Saúde e o SIM não produziu os efeitos pretendidos pelo sindicato médico, já que, de acordo com o secretário-geral, não surgiu “qualquer contraproposta do Governo".

(Noticias ao minuto 29/08/17)

 

Enfermeiros de todas as especialidades ponderam aderir a protesto

Os enfermeiros de cinco especialidades estão a ponderar juntar-se ao protesto dos especialistas de saúde materna e obstetrícia e suspender as tarefas especializadas pelas quais não são remunerados, revelou hoje o Sindicato dos Enfermeiros.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do Sindicato dos Enfermeiros (SE), José Azevedo, afirmou que "todos os outros enfermeiros especialistas estão com vontade de avançar para protestos idênticos" aos colegas de saúde materna e obstetrícia, que hoje recomeçaram um protesto que passa por deixar de realizar as funções de especialista, pelas quais estes profissionais ainda não são pagos.

Além da saúde materna e obstetrícia, as especialidades de enfermagem atualmente reconhecidas são a enfermagem comunitária, a médico-cirúrgica, a de reabilitação, a de saúde infantil e pediátrica, e a de saúde mental e psiquiátrica. Os enfermeiros especialistas exigem a criação de uma categoria específica na carreira, bem como a respetiva remuneração pelas funções especializadas que desempenham.

(Noticias ao minuto 24/08/17)

 

Maternidades com um só enfermeiro especialista de serviço

Os enfermeiros que querem ser reconhecidos como especialistas estão de novo em protesto. Segundo o representante do movimento de enfermeiros, António Ramos, os enfermeiros de serviço apenas prestam cuidados generalizados aos doentes. Trata-se de uma situação que abrange todas as maternidades e blocos de partos do país, como explicou à Antena 1 António Ramos, do movimento de enfermeiros.

Este protesto dos enfermeiros que querem ser reconhecidos como especialistas vai prolongar-se por tempo indeterminado.

(RTP 24/08/17)

 

Faltam psicólogos nos centros de saúde primários

Há falta de psicólogos nos cuidados de saúde primários. Existem cerca 200 psicólogos, menos de metade do que os que trabalham nos hospitais públicos. Em Portugal existem 387 centros de saúde. Os níveis de ansiedade e de depressões são em Portugal dos mais elevadas da União Europeia.

O grupo de trabalho diz que aumentar o número de profissionais não chega. É necessário organizar o trabalho dos cerca de 900 psicólogos que integram o serviço nacional de saúde e pensar em novas formas de integrar novos profissionais no sistema.

(RTP 04/08/17)

 

Médicos dão menos de um mês ao Governo ou avançam para nova greve nacional

Os médicos deram hoje menos de um mês ao Governo para resolver as principais reivindicações que têm feito ou avançarão para uma nova greve nacional. "Caso as negociações não se traduzam a curto prazo em resultados inequivocamente positivos, as organizações sindicais médicas estão preparadas para desencadearem os adequados mecanismos legais de convocação de uma nova greve nacional dos médicos", afirmou o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, numa declaração no final da reunião do Fórum Médico, que decorreu esta terça-feira em Lisboa. Questionado sobre o que significa o "curto prazo", Miguel Guimarães respondeu que os médicos esperam soluções durante o mês de agosto.

O presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM) foi mais longe, considerando que a próxima reunião, em 11 de agosto, com o Ministério da Saúde é um encontro "do tudo ou nada". Mário Jorge Neves disse ainda que desde a greve nacional de dois dias que ocorreu em maio o Governo tem andado de "adiamento em adiamento". "Estamos em princípio de agosto com a mesma situação que tínhamos há um ano e meio", afirmou. Já Roque da cunha, do Sindicato Independente dos Médicos, lembra que a paciência está a esgotar-se e acusa o Governo de estar a empurrar os médicos para a greve.

Os sindicatos mostraram-se disponíveis para que três das suas principais reivindicações sejam faseadas em três datas diferentes até ao fim da legislatura. Em causa está a redução da lista de utentes por médico de família, que atualmente se situa nos 1900 utentes por médico, enquanto os sindicatos pretendem regressar a valores próximos dos 1500. A limitação do trabalho suplementar a 150 horas anuais, em vez das atuais 200 e a imposição de um limite de 12 horas de trabalho em serviço de urgência são outras das matérias essenciais para os sindicatos e que já estiveram na origem da greve de maio.

(TSF 01/07/17)

 

Manifesto em defesa do SNS reúne 101 nomes

Um manifesto "pela nossa saúde, pelo SNS". O documento, que contesta a atual política de saúde mais centrada no tratamento e menos na prevenção e promoção da saúde, é assinado por 101 profissionais de saúde e surge após uma carta enviada à secretária-geral adjunta do PS onde um grupo mais pequeno, de 25 signatários assumidamente defensores do atual governo, pedia uma reunião ao partido para discutir os resultados da saúde. Encontro, a par de outros, que aconteceu nas últimas semanas e voltará a repetir-se, desta vez com António Costa, para discutir possíveis soluções para a sustentabilidade do SNS.

"O manifesto é a dimensão política da carta que apresentámos aos partidos políticos e que apresentou os principais problemas - baseado em evidências estatísticas - da política de saúde. Passa a constituir a carta política pela qual este grupo se vai orientar nas suas futuras intervenções. Queremos dar um sinal à população que estamos preocupados e temos ideias para a saúde dos portugueses", diz Cipriano Justo, um dos 101 signatários e ex-subdiretor-geral da Saúde.

Entre os signatários estão o ex-bastonário dos farmacêuticos José Aranda da Silva, a ex-bastonária dos enfermeiros Maria Augusta de Sousa, ex-presidentes de secções regionais da Ordem dos Médicos como Rui de Oliveira, Jaime Mendes e Fernando Gomes, Correia da Cunha, que foi presidente do conselho de administração do Hospital Santa Maria e ex-coordenador da reforma hospitalar do atual governo, Rui Lourenço, ex-presidente da Administração Regional de Saúde do Algarve, médicos, enfermeiros e representantes sindicais.

No manifesto dizem não estar dispostos a assistir ao "progressivo definhamento" do SNS, considerando que "continua a insistir-se num modelo de política de saúde exclusivamente orientado para o tratamento da doença e centrado nas tradicionais instituições de saúde". Preocupação que sustentam com dados colhidos em diversos relatórios e que apontam, por exemplo, para a redução da despesa pública da saúde em 21% entre 2009 e 2015 ou para o acréscimo de 529 mil episódios de urgência entre 2014 e 2016. E que os leva a afirmar no manifesto que este é "o pior sintoma da disfunção que reina no setor".

Argumentos que já tinham exposto na carta que enviaram à secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, a pedir uma reunião para debater o estado do setor da saúde e propostas para melhorar o SNS. O encontro aconteceu depois da divulgação pública da carta, no final de junho. "Foi uma reunião com muita abertura para as nossas preocupações. Vai ser agendada, em princípio ainda esta semana, uma reunião com o primeiro-ministro para, nessa qualidade e de secretário-geral do PS, ouvir de viva voz as nossas preocupações sobre a situação da saúde e a nossa disponibilidade em colaborar com o PS para encontrar soluções", adianta Cipriano Justo. O grupo está já a preparar um conjunto de propostas para apresentar ao primeiro-ministro. A mesma carta serviu de base para as reuniões que tiveram também com o PCP, BE e CGTP.

(DN 11/07/17)