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Saúde

 

Enfermeiros do IPO de Coimbra em greve

Os enfermeiros do Instituto Português de Oncologia de Coimbra estão hoje em greve. Um protesto contra a não contabilização do tempo de serviço pela Administração do IPO.

Os enfermeiros alegam que essa decisão inviabiliza a respetiva progressão na carreira, contrariando o que ficou inscrito no Orçamento do Estado. Reivindicam também a contração de mais profissionais para reforçar o Quadro de quase 260 que integram a Unidade de Coimbra.

A greve está a afetar diretamente a realização de consultas e o funcionamento do Bloco Operatório

(RTP 10/08/18)

 

Médicos exigem abertura imediata de concursos e contestam recurso a aposentados

Várias estruturas médicas estão a contestar a contratação de médicos aposentados para o Serviço Nacional de Saúde antes da abertura dos concursos para os recém-especialistas que concluíram há meses a sua formação. Ordem dos Médicos, Sindicato Independente dos Médicos, Federação Nacional dos Médicos e Associação das Unidades de Saúde Familiar exigem que a contratação de médicos aposentados só seja feita após a colocação dos mais de mil médicos recém-especialistas que concluíram a sua formação especializada há mais de três meses.

Entretanto, um grupo de recém-especialistas em medicina geral e familiar lançou uma petição na internet a exigir a abertura imediata de concursos para exercer como médicos de família. A petição já ultrapassava, hoje de manhã, as 2.300 assinaturas.

Também a Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar (USF-AN) recordou hoje em comunicado que há 335 recém-especialistas em medicina geral e familiar que aguardam o concurso que lhes permita exercer legalmente enquanto médicos de família. “Os meios utilizados pelo atual Governo não são os adequados a uma gestão equilibrada e criteriosa dos recursos humanos da saúde”, critica a Associação, dando apoio à petição pública que está a circular na internet.

Também numa nota de imprensa, a Ordem dos Médicos sublinha que os recém-especialistas que aguardam concurso são suficientes para dar médico de família a 600 mil portugueses. “Enquanto isso, o Governo anuncia a publicação de um despacho que possibilita a contratação de 400 médicos aposentados para exercerem funções no Serviço Nacional de Saúde (SNS), deixando à deriva 335 jovens médicos que estão disponíveis para reforçar o SNS desde março”, refere uma nota da Ordem.

Além dos recém-especialistas em medicina geral e familiar há jovens médicos em especialidades hospitalares e em saúde pública a aguardar concurso, num total de 1.077 médicos, recorda o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) em comunicado. O SIM considera que optar primeiro pelo recurso a clínicos aposentados é “contrário à legislação em vigor”, que estabelece que a “prestação de trabalho por médicos aposentados só poderá ocorrer perante interesse público excecional”.

Havendo mais de mil médicos a aguardar abertura de concurso, os sindicatos dizem que o recurso a médicos aposentados só deve acontecer depois da colocação dos recém-especialistas. A posição é partilhada pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM), que sublinha que os atrasos nos concursos e a incerteza quanto ao calendário “são fatores de saída de jovens médicos do SNS”.

O Ministério da Saúde tem afirmado nas últimas semanas que a abertura de concursos para a colocação destes recém-especialistas está “para breve”, sem avançar com uma data concreta. No ano passado, a abertura de concursos para os novos especialistas chegou a atingir um atraso de 10 meses, com a estruturas médicas a avisarem que muitos dos clínicos desistiram de esperar e acabaram por abandonar o SNS.

(Porto Canal 24/07/18)

 

Adesão à greve dos técnicos diagnóstico é elevada e ronda os 80%

A adesão à greve de hoje dos técnicos de diagnóstico e terapêutica é elevada, com valores na ordem dos 80%, semelhantes aos da paralisação anterior, disse à Lusa o presidente do sindicato, Luís Dupont.
Segundo o responsável, os primeiros valores recolhidos apontam para uma adesão semelhante à anterior paralisação, a 22 de junho, podendo haver hoje algumas oscilações, uma vez que há já vários trabalhadores em gozo de férias. "A informação que temos neste momento, tendo em conta que a maior parte dos técnicos começam o serviço pelas 08:00/08:30, indica um nível elevado de adesão, que rondará os 80%. Há serviços a 100%, como por exemplo o centro de colheitas do Hospital S. João, que está apenas em serviços mínimos", disse à Lusa Luís Dupont.

O responsável adiantou que são garantidos os serviços mínimos e o tratamento do doente oncológico. "Os valores aproximam-se dos da última paralisação. Poderão ter oscilações (...), nesta altura já há muitos colegas em férias e mantemos a greve às horas extraordinárias e aos bancos de horas, salvaguardando serviços mínimos, incluindo o tratamento dos doentes oncológicos", explicou o presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas do Diagnóstico e Terapêutica.

Os técnicos de diagnóstico e terapêutica iniciaram hoje às 00:00 uma greve de 24 horas, reclamando uma revisão da carreira e questões ligadas à tabela salarial e à progressão na carreira. Segundo um dos sindicatos que convocou a greve, representantes dos trabalhadores estiveram reunidos este mês com o Ministério da Saúde, mas não houve apresentação de qualquer proposta concreta para responder às reivindicações dos profissionais. A paralisação de 24 horas deve afetar análises clínicas, meios complementares de diagnóstico e alguns tratamentos, sobretudo nos hospitais.

Os profissionais estão também, desde o dia 01 de julho, a cumprir greve ao trabalho prestado além do período normal de trabalho. Os quatro sindicatos que convocam a paralisação nacional de hoje exigem uma tabela salarial que respeite as suas habilitações profissionais e ainda outras matérias que respeitam às transições para nova carreira e ao sistema de avaliação, bem como à contagem do tempo de serviço.

(Noticias ao minuto 13/07/18)

 

"Patético, incompetente e cínico". Sindicato ataca ministro da Saúde

A Federação Nacional dos Médicos exige a contratação imediata de médicos para a Maternidade Alfredo da Costa e critica a atuação do ministro da Saúde. Os chefes de equipa das especialidades de ginecologia e obstetrícia da maternidade queixam-se de exaustão e de falta de pessoas. Os profissionais anunciaram que, dentro de duas semanas, vão deixar de fazer horas extraordinárias.

O presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), João Proença, afirma-se solidário com os médicos e fala numa "gestão desastrosa" que pode inviabilizar as urgências da maior maternidade do país. "Desde novembro do ano passado que os responsáveis das urgências da Maternidade Alfredo da Costa exigem a resolução do problema da falta de médicos e a abertura de concursos para as pessoas que se formam na maternidade", afirmou o sindicalista. "É uma gestão desastrosa, que põe em causa o funcionamento de uma unidade hospitalar que é um exemplo desde há muitos anos", criticou João Proença.

Esta semana, o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, admitiu constrangimentos pontuais no Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas afirmou existir um empolamento desses constrangimentos.

Perante esta posição, o presidente da FNAM classifica o ministro com duros adjetivos: "Ele patético, incompetente e cínico". "O que é que um ministro faz num sítio em que não se responsabiliza pelo que faz?", questionou João Proença. "Não faz nada, está a utilizar um cargo político", acusou. "É uma situação insustentável", declarou o sindicalista, que pede a intervenção do primeiro-ministro, António Costa, se o ministro da Saúde não resolve o problema. "É preciso urgentemente resolver o problema, para que, em agosto, não faltem médicos e a Maternidade Alfredo da Costa não tenha de fechar durante alguns dias", avisou. "Precisamos de negociar as carreiras para que as pessoas não saiam mais do Serviço Nacional de Saúde", concluiu.

(TSF 12/07/18)