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Portugal/UE/OCDE

 

CGTP defende investimento no trabalho e não na Defesa

Arménio Carlos esteve esta manhã reunido com o Governo, em conjunto com os restantes parceiros sociais, e defende uma maior aposta na área laboral, em vez de uma aposta na Defesa, como se pediu em Conselho Estratégico Europeu.

Arménio Carlos também diz estar em desacordo na proposta de redução dos fundos europeus que atualmente comparticipam em cerca de 85 por cento. A nova proposta visa uma redução de 15 por cento, cabendo ao Estado uma comparticipação de 30 por cento do montante.

(RTP 12/12/18)

 

Conta do gás dos portugueses é a 4ª maior da UE. Fatura da luz é a 6ª mais alta

Portugal volta a figurar no topo da tabela do Eurostat que compara os preços do gás e da luz na União Europeia. Na primeira metade do ano, a fatura do gás das famílias portuguesas foi a quarta mais elevada da União Europeia. No mesmo período, os custos com a eletricidade em Portugal ficaram em sexto lugar na tabela dos mais caros divulgada esta terça-feira pelo Eurostat.

Apesar de estar entre os países europeus onde as faturas da energia custam mais a suportar, Portugal foi o segundo país da UE onde a conta do gás mais caiu na primeira metade do ano, 1,8%, apenas atrás da Estónia, onde os custos encolheram 4,3%. Só a Suécia, a Dinamarca e a Holanda pagam mais do que Portugal. Entre os países que pagam menos estão a Roménia, a Eslováquia e a Polónia. O custo do gás em Portugal é de 0,08 euros por kilowatt-hora, com a carga fiscal a representar cerca de 26%. O preço da luz também sofreu uma quebra entre o primeiro semestre de 2017 e os primeiros seis meses deste ano, o que não evitou que Portugal se mantivesse entre os estados-membros com a fatura mais elevada, atrás da Dinamarca, Alemanha, Bélgica, Espanha e Irlanda. O custo do kilowatt-hora está nos 0,2246 euros.

Os impostos representam mais de metade do preço da luz em Portugal. Os dados publicados pelo gabinete de estatísticas da União Europeia revelam que entre os estados-membros, os preços do gás e da luz mantiveram-se estáveis face à primeira metade de 2017. Em média, o preço de 100 kilowatt-hora ronda os 20 euros. Já o preço do gás ronda os 6 euros por 100 kilowatt-hora. O Eurostat salienta que as taxas e impostos representam, em média, mais de um terço, ou 37%, da fatura da eletricidade nos lares da UE. Já na conta do gás, o peso dos impostos ronda os 27%.

(Dinheiro Vivo 27/11/18)

 

Salários em Portugal ainda abaixo dos níveis de 2000

Os trabalhadores portugueses ainda não conseguiram recuperar os níveis salariais reais do início do século, ou seja, tendo em conta a taxa de inflação ao longo do período. Os cálculos são apresentados no projeto de Relatório Conjunto sobre o Emprego, da Comissão e do Conselho Europeus. O documento divulgado no âmbito do semestre europeu mostra que apenas os trabalhadores italianos se encontram numa situação pior do que os congéneres portugueses. No caso de Portugal, a situação ainda é mais impressionante tendo em conta que a variação média percentual da produtividade é positiva ao longo dos 18 anos considerados. Coisa que não acontece com Itália em que se reverificou uma quebra na produtividade real por pessoa.

Mas mesmo analisando um período mais curto, entre 2015 e 2017, a evolução real dos salários em Portugal foi negativa, sendo que neste caso somos acompanhados por outros oito estados-membros da União Europeia (UE). "Em nove países (Bélgica, Chipre, Croácia, Finlândia, Grécia, Itália, Países Baixos, Portugal e Espanha), o crescimento dos salários reais foi negativo no período 2015-2017. Também no longo prazo (2000-2017), a evolução dos salários reais tem ficado, em média, aquém da produtividade. Em Portugal e na Itália, os salários continuam abaixo dos níveis de 2000, em termos reais", refere o relatório que ainda vai ser analisado pela Comissão e pelo Conselho Europeus.

Os técnicos que analisam o mercado laboral na UE estão surpreendidos com esta estagnação dos salários. "O crescimento salarial continua abaixo do que se poderia esperar com base nos atuais níveis de desemprego", lê-se no relatório. Na análise, Bruxelas reconhece que neste período de recuperação, o crescimento salarial tem sido, em termos gerais, moderado e "parece não reagir à descida da taxa de desemprego tal como sucedeu em ciclos económicos anteriores" - um fenómeno conhecido como "achatamento" da curva de Phillips -, isto é, a relação entre a evolução salarial e o desemprego. Os dados "sugerem que os salários se tornaram menos sensíveis à taxa de desemprego na economia."

No documento, são avançadas possíveis explicações para a recuperação moderada dos salários. "O crescimento moderado dos salários nominais durante a recuperação pode ser explicado pela baixa inflação, pelo baixo crescimento da produtividade e pelo efeito de algumas reformas do mercado de trabalho", refere o relatório. Do lado da inflação, a taxa têm-se mantido a níveis muito baixos (uma média de 1,5% entre 2010 e 2017 comparando com uma taxa de 2,2% entre 2000 e 2007). Já no que toca à produtividade real, o crescimento tem sido modesto não ultrapassando os 0,7% no período entre 2010 e 2017.

(JN 26/11/18)

 

Nem a Alemanha cumpre regras de Maastricht

Dois terços dos países do euro violam o limite da «dívida de Maastricht». Portugal tem a companhia das quatro maiores economias: Alemanha, França, Itália e Espanha. Apenas sete dos 19 países da zona euro tinham a sua dívida pública abaixo de 60% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017, como o Tratado de Maastricht obriga. Os restantes 12 estavam acima, onde se inclui Portugal, com uma dívida de 124,8% do PIB, a terceira mais elevada, atrás da Itália e da Grécia.

Mas o elevado peso da dívida e a violação das regras orçamentais europeias não são um exclusivo dos países do Sul. Esta é, aliás, a norma nas maiores economias e nos países mais populosos da moeda única. Dos nove países com um PIB nominal mais elevado do que Portugal, de acordo com os dados do Banco Mundial relativos ao ano passado, apenas a Holanda tinha a dívida pública abaixo dos 60%. As quatro maiores potênciais, que representam cerca de um terço do PIB e quase 80% da população da zona euro, apresentam níveis de endividamento considerados excessivos à luz da rigidez das normas de Bruxelas: Alemanha (63,9%), França (98,5%), Itália (131,2%) e Espanha (98,1%).

Apesar de o elevado nível de endividamento ser um problema comum a grande parte dos países da zona euro, a Comissão Europeia tem continuamente pressionado vários países, como Portugal, para reduzirem a sua dívida através do corte na despesa pública (como no investimento e no reforço dos serviços públicos). O Governo português, ao longo dos últimos três anos, também não foi além da gestão corrente da dívida, com uma redução do seu peso através da substituição de empréstimos por outros com juros mais baixos e por via do crescimento económico. Entretanto, os últimos meses deixaram patentes as consequências da opção em seguir a orientação de Bruxelas, nomeadamente com as supressões e perturbações no transporte ferroviário e fluvial.

(Abril Abril 22/10/18)