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CGTP: Estruturas conseguiram mais de 110 mil novas sindicalizações em quatro anos

A CGTP vai para o seu XIV congresso, que se inicia sexta-feira, com a satisfação de ter conseguido mais de 110.000 novas sindicalizações nos últimos quatro anos, maioritariamente de mulheres, ultrapassando a meta definida em 2016. Fonte da Comissão Executiva da Intersindical disse à agência Lusa que esta é a garantia que a central tem de que vai continuar a ter os meios necessários, humanos e financeiros, para continuar a defender os interesses dos trabalhadores. Por isso, nos últimos congressos têm vindo sempre a ser estabelecidas metas de sindicalização cada vez mais elevadas, ficando nos 110.000 no XIII congresso. É que para compensar a perda de uma quota de um trabalhador mais antigo, que se reformou ou perdeu o emprego, é preciso angariar mais do que um sócio, explicou a mesma fonte sindical.

O reforço da sindicalização e da organização de base é, aliás, um dos objetivos expresso no Programa de Ação para o próximo quadriénio, que será discutido ao longo dos dois dias do congresso, que se realiza no Seixal. No Relatório de Atividades, a que a Lusa teve acesso, que será também aprovado na reunião magna, é feito um balanço, com dados parciais fornecidos pela maioria dos sindicatos, que contabilizou 102.398 novas sindicalizações até ao 3.º trimestre de 2019. Do total das novas sindicalizações, 61.098 (59,7%) são de mulheres e 14.577 (14,2%) são de jovens até 30 anos. O documento ressalva que existem 5.816 novas sindicalizações que os sindicatos não desagregaram pelo critério da idade.

No mesmo período, foram eleitos ou reeleitos 11.664 delegados sindicais, o que representa "uma evolução positiva e uma significativa renovação da organização de base dos sindicatos", superando a meta proposta para o quadriénio, que eram 11.000 novos mandatos. Dos 11.664 novos mandatos de delegados sindicais, 7.589 são mulheres (65,1%) e pelo menos 374 (3,2%) são jovens até 30 anos.

O relatório refere ainda que nos últimos quatro anos se verificaram alterações em diversos sindicatos, nomeadamente fusões, e faz uma atualização do seu universo. Referencia 125 sindicatos ativos, 79 dos quais filiados na central, 17 não filiados, mas que cooperam de forma regular com a CGTP-IN, e os restantes 29 sindicatos não filiados, que cooperam de forma pontual. Neste último mandato foi constituído o Sindicato dos Trabalhadores de Espetáculo, do Audiovisual e dos Músicos (CENA), que resultou da fusão do Sindicato dos Músicos, dos Profissionais do Espetáculo e do Audiovisual e do Sindicato dos Trabalhadores do Espetáculo. Nestes quatro anos, dois sindicatos pediram a adesão à CGTP-IN: o Sindicato dos Trabalhadores de Arqueologia (STARQ) e o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Solidariedade e Segurança Social (STSSSS). Segundo dados divulgados no último congresso da Inter, em 2016 as estruturas da central sindical tinham 550.500 associados.

(Porto Canal 12/02/20)

 

Dia 8 de Março há manifestação nacional de mulheres

A convocatória é do MDM, que apela à massiva presença nesse dia em Lisboa para se afirmar uma «forte expressão da unidade das mulheres em defesa dos seus direitos e pela paz no mundo». A cinco semanas da realização da acção de luta, a direcção do Movimento Democrático de Mulheres (MDM) confirma, em nota enviada à imprensa, que estarão presentes mulheres de todo o País.

São diversas as reivindicações que o MDM apresenta para a mobilização das mulheres, que passam por exigir a garantia de serviços públicos de qualidade, políticas de prevenção e combate à violência doméstica, ou o reconhecimento de que a prostituição é uma forma de exploração e de violência grave. Mas a estrutura de mulheres vai mais longe e exige medidas de estímulo à participação social, política, cultural e desportiva das mulheres; o direito à maternidade-paternidade sem penalizações; e, no plano laboral, o combate à precariedade e às discriminações, o aumento dos salários e a redução do horário de trabalho, o fim dos horários desregulados, assim como a valorização das carreiras profissionais em todos sectores.

O movimento de mulheres anuncia ainda que está a realizar desde ontem e até 8 de Fevereiro contactos com as populações, com o objectivo dar a conhecer a mais mulheres os objectivos da manifestação e da celebração do Dia Internacional da Mulher, símbolo da sua luta emancipadora.

(Abril Abril 03/02/20)

 

Plataforma Cultura em Luta não desiste de 1% já neste Orçamento

A Plataforma Cultura em Luta apresentou esta quarta-feira à ministra Graça Fonseca o programa «para um País de Cultura», tendo concluído que há «boas intenções» mas «poucas medidas concretas». Durante a audiência, no Palácio da Ajuda, em Lisboa, uma delegação da Plataforma Cultura em Luta apresentou a Graça Fonseca o programa reivindicativo para uma nova política cultural, que foi lançado nas acções de luta de 10 de Dezembro. No documento «Para um País de Cultura. 1% para a Cultura», que desde então continua a ser objecto de subscrição pública, os agentes do sector reivindicam, entre outras exigências, «um serviço público de cultura», «todo o apoio às artes» e «1% para a Cultura, por todos e para todos».

Ao AbrilAbril, Inês Maia, representante do Manifesto em Defesa da Cultura, uma das estruturas que integram a plataforma, revela que na reunião de ontem houve receptividade às reivindicações apresentadas. Clarifica, no entanto, que, apesar de existirem «boas intenções», «há poucas medidas concretas». Inês Maia adianta que é no plano dos apoios às artes que o projecto de acção do Governo parece estar «mais estruturado». Denuncia, porém, que a ministra Graça Fonseca continua sem explicar como é que se vai chegar à meta anunciada de 2% do Orçamento do Estado (OE) para a Cultura ao longo dos próximos quatro anos.

Por outro lado, frisa que o valor avançado pelo Governo colide com a exigência central da acção da plataforma, que é de 1% para a Cultura já no OE para 2020 e de 1% do PIB até ao final da legislatura, conforme reconhecido pela sociedade e pelos trabalhadores do sector.  «Continuamos muito anémicos 0,26% para toda a cultura», critica Inês Maia. Admite que existe, no entanto, um aspecto positivo a salientar e que se enquadra nas reivindicações da plataforma. «A ministra garantiu-nos que, nestas contas para os 2%, não incluem o orçamento da RTP e da comunicação social pública, nem as actividades com fins lucrativos ou as indústrias do turismo», salienta.

(Abril Abril 16/01/20)

 

Greve na Plural contra o «incumprimento» do acordo assinado

A denúncia é feita pelo CENA-STE, que emitiu um pré-aviso de greve para a oitava hora de trabalho, referindo que a administração se «desvinculou» dos termos que subscreveu em 2018. O Sindicato dos Trabalhadores de Espectáculos, do Audiovisual e dos Músicos (CENA-STE/CGTP-IN) emitiu um pré-aviso de greve para a oitava hora de trabalho, entre os dias 7 e 10, e a 13 de Janeiro de 2020, para os trabalhadores do grupo Plural Entertainment Portugal.

A greve é motivada pelo facto de a empresa não ter cumprido o acordo firmado com o sindicato em 2018. Em nota às redacções, o CENA-STE afirma defender aumentos significativos para todos os trabalhadores, o horário de 9 horas+1 até às 45 horas semanais, a abranger todos os trabalhadores, independentemente do vínculo. «Enquanto todas as cláusulas pecuniárias existentes não passarem para o vencimento-base, exige-se a manutenção das mesmas e seus valores correspondentes», bem como a negociação e implementação de tabela de horas extraordinárias, refere o documento.

Segundo o sindicato, os trabalhadores da Plural não têm aumentos «significativos» há 15 anos, e declara que a administração se mostrou «indisponível para considerar as propostas emanadas do plenário de trabalhadores», mantendo-se «irredutível» na desvinculação dos termos por ela própria subscritos e firmados em 2018.

(Abril Abril 07/01/20)