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A Chave Mestra das Portas que Abril Abriu

 

"No dia 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.

Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa.

A Revolução restituiu aos portugueses os direitos e liberdades fundamentais, No exercício desses direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo reúnem-se para elaborar uma Constituição que corresponde às aspirações do País…

(Preâmbulo da CRP)”.

Há 40 anos atrás, mais precisamente no dia 2 de Abril de 1976, foi promulgada, em S. Bento, pelo Presidente da República Costa Gomes, esta Lei Fundamental, garante de um regime e direitos e da construção de um Portugal livre e democrático, de progresso e justiça social.

Nasceu assim e foi anunciado ao mundo o nascimento de uma chave mestra que iria permitir abrir as portas à construção de um mundo novo, mais justo, mais solidário e mais fraterno.

Uma chave com um valor tão precioso que depressa foi alvo da ambição daqueles que tinham fechado todas essas portas em proveito próprio, almas desprezíveis, desprovidas de amor ao próximo e que sempre olharam para o seu umbigo como sendo o centro do mundo.

Uma chave que era e continua a ser (apesar das sucessivas amolgadelas feitas por aqueles a cuja guarda foi entregue e que juraram ser os seus fiéis depositários) um valioso instrumento nas mãos do povo e um muito grande obstáculo para as negras forças da reação.

Depositada em mãos erradas PS, PSD E CDS (sucessivos Governos criados a partir da primeira eleição legislativa, logo em 1976) e alguns Presidentes da República que, em nome da dita “desideologização da Constituição”, começaram por destruir os limites constitucionais para a sua revisão na parte económica, avançando a todo o custo para a privatização das alavancas económicas fundamentais ao desenvolvimento do País e desencadeando, ao mesmo tempo, um brutal ataque contra os direitos dos trabalhadores e do povo em geral.

Deste modo, os sucessivos governos, com o beneplácito dos Presidentes da República, convertem-se em autênticos conselhos de administração do capital financeiro e dos grupos económicos, privatizando e concentrando o capital, novamente, nas mãos de escassas famílias, desenvolvendo uma brutal ofensiva no plano social e cultural, criando formas de subversão da democracia política e enchendo a máquina do Estado com gente da sua confiança que se juntou à que lá tinha ficado provenientes do aparelho do Estado fascista que a Revolução de Abril abalou profundamente, mas não destruiu.

Muito recentemente, com esta chave, foi aberta uma nova porta (a derrota nas últimas eleições legislativas do Governo de direita e a nomeação de um governo minoritário do PS resultante da iniciativa e posições conjuntas entre PS, PCP, BE e PEV) que trouxe novas perspetivas de luta por uma nova política que, no que se refere aos Quadros Técnicos que trabalham em ciência e tecnologia para o progresso e modernização da economia portuguesa e satisfação do bem-estar do povo português, reconheça esse imprescindível papel.

Luta que irá continuar e que estará sempre viva nas comemorações do 25 de Abril que já se avizinha e nos festejos do 1º de Maio, data ligada a muitas das grandes e mais exaltantes jornadas e movimentações de luta dos trabalhadores que, com sofrimento, coragem e determinação deixaram claramente demonstrado o quanto é capaz a vontade coletiva dos trabalhadores para melhorar as suas condições de vida e de trabalho, vencer as injustiças e as desigualdades sociais, mudar as mentalidades, transformar as sociedades e pôr fim à exploração do homem pelo homem.

Vivem-se tempos difíceis, mas ao mesmo tempo de esperança, porque com a chave mestra das portas que Abril abriu iremos, através da luta, continuar abrir novas portas que garantirão uma considerável melhoria na vida dos trabalhadores e do povo.

 

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