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Emprego / Desemprego

 

Trabalhadores do Continente queixam-se de uma “miserável” situação laboral

Trabalhadores de alguns hipermercados e armazéns do Continente estão a este domingo a denunciar junto dos clientes a sua “miserável” situação laboral, numa ação que, no caso do distrito do Porto, está coberta por um pré-aviso de greve. “No caso do distrito do Porto, emitimos pré-aviso para que os trabalhadores pudessem participar. Admitimos que a adesão à greve não seja muito significativa, mas também não o esperaríamos, porque os salários são tão baixos que os trabalhadores não podem abdicar das horas a 100% ao domingo. O que se pretende é mais uma ação de protesto e denúncia junto dos clientes”, disse à agência Lusa o dirigente do CESP - Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal Luís Figueiredo, que é também trabalhador do Continente.

A ação do distrito do Porto decorre junto ao hipermercado do Gaiashopping, em Vila Nova de Gaia, sendo que as restantes se registam num hipermercado da zona de Lisboa e noutro da área de Coimbra. Os clientes do Continente do Gaiashopping estão a receber prospetos que os informam sobre as condições de trabalho e salariais dos trabalhadores que diariamente os atendem “com sorrisos e simpatia”, indicou o sindicalista.

O texto acusa a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (ADEP), que é presidida pela Sonae/Continente, de bloquear a negociação do contrato coletivo de trabalho há quase três anos, querendo a redução do valor pago pelo trabalho suplementar e a aceitação do banco de horas (trabalho à borla) a troco de ‘aumentos’ salariais de 11 cêntimos ao dia”. “Reivindicamos um aumento geral de salário num mínimo de 40 euros”, disse o dirigente sindical Luís Figueiredo, sublinhando que atualmente o vencimento de topo está 26 euros acima do Salário Mínimo Nacional “quando em 2010 estava 140 euros acima da retribuição mínima nacional”. Os trabalhadores exigem ainda o encerramento das lojas aos domingos e feriados “de forma a melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e de sua famílias”, disse o dirigente, sublinhando o apoio a essa causa dado recentemente pelo bispo do Porto, Manuel Linda.

(Porto Canal 23/06/18)

 

Greve geral nos CTT convocada para 5 de Julho

A paralisação foi anunciada no seguimento da entrega de uma petição na Assembleia da República exigindo a alteração do estatuto dos carteiros para profissão de desgaste rápido. A greve, anunciada esta quarta-feira, é justificada com a situação vivida nos CTT, que estão «a rebentar pelas costuras», afirmou ao AbrilAbril Vítor Narciso, dirigente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT/CGTP-IN).

Segundo o dirigente, desde que os CTT foram privatizados, somam-se, à falta de pessoal, as perseguições e ameaças aos trabalhadores, quer da distribuição, quer do atendimento, a quem são imputadas as dificuldades sentidas na empresa. Os lucros continuam a diminuir e são as receitas operacionais dos Correios que financiam o Banco CTT. «Existem já 33 sedes de concelho sem estação de correios. Apesar de o regulador das comunicações considerar esta uma oferta inadequada ao território, espera-se o encerramento de outras 15», denunciou Vítor Narciso.

Os CTT decidiram contestar as novas regras impostas pela Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) para o sistema de medição dos indicadores de qualidade do serviço universal postal e avançaram com uma acção em tribunal. Perante a «crescente incerteza» quanto ao futuro dos CTT, os trabalhadores exigem a recuperação da empresa pelo Estado e a reversão da privatização, a um ano de se renegociar o contrato de concessão.

As 5188 assinaturas ontem entregues subscrevem a reivindicação pela alteração do estatuto dos carteiros, que pelas exigências da profissão se deveria considerar de desgaste rápido. Os mais de 100 quilómetros por dia a conduzir as motas das entregas e as subidas de vários andares em prédios sem elevador são algumas das causas de problemas de saúde, que não são considerados decorrentes do trabalho destes profissionais.

(Abril Abril 13/06/19)

 

Não haverá Ópera se não houver compromisso com os trabalhadores

Ópera La Bohème, o bailado D. Quixote e o Festival ao Largo não se realizarão se o Governo não cumprir os compromissos com os trabalhadores. Greve está marcada para esta sexta-feira. Mantém-se o pré-aviso de greve para a ópera La Bohème, a 7, 9, 11 e 14 de Junho no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, para o bailado Dom Quixote, entre 11 e 13 de Julho no Teatro Rivoli, no Porto, e para os espectáculos incluídos no Festival ao Largo, que decorre habitualmente em Julho. Em causa está o cumprimento do acordo relativo ao regulamento interno de pessoal, o aumento geral de salários, o cumprimento do pagamento de trabalho suplementar e a revisão do regime geral dos bailarinos.

O Conselho de Administração do OPART, criado em 2008, que reuniu sob a mesma direcção os trabalhadores do Teatro Nacional de São Carlos (TNSC) e da Companhia Nacional de Bailado (CNB), não tem querido responder a estas reivindicações. Os sucessivos adiamentos no encontrar de uma solução, pelo Conselho de Administração e pelo Governo, incutiram nos trabalhadores «um sentimento de desconfiança que teve o seu culminar com o incumprimento do acordo de harmonização salarial entre os técnicos do TNSC e da CNB», lê-se em nota lançada hoje pelo Sindicato dos Trabalhadores do Espetáculo, do Audiovisual e dos Músicos (CENA-STE/CGTP-IN).

Em declarações à RTP, Luís Cunha, da direcção do CENA-STE, explicou que tudo pode voltar à normalidade se houver, até à hora da greve, um compromisso formal de actualização imediata da tabela dos técnicos, que seja acompanhado de uma declaração do Ministério das Finanças. «O que acontece diversas vezes é que o Ministério da Cultura diz que vai avançar mas depois o Ministério das Finanças não permite», acrescentou o dirigente. O sindicato afirma ainda que continua disponível para fazer parte da solução, cabendo ao Conselho de Administração e ao Governo «encontrar as respostas adequadas para responder às reivindicações dos trabalhadores».

(Abril Abril 07/06/19)

 

Tripulantes ameaçam com greve no verão se não avançar estatuto de desgaste rápido

O SNPVAC "considera inevitável" a convocação de greves nas companhias aéreas em Portugal em julho e agosto caso não haja decisão favorável, nesta legislatura, sobre o estatuto de Profissão de Desgaste Rápido para os tripulantes de cabine. Segundo um comunicado do Sindicato Nacional do Pessoal da Aviação Civil (SNPVAC), na quarta-feira foi admitida na Comissão de Trabalho e Segurança Social, da Assembleia da República, a Petição n.º 597/XIII/4.ª, na qual reivindicam que se consagre o estatuto de Profissão de Desgaste Rápido para os Tripulantes de Cabine.

"Relembramos que os tripulantes de cabine têm esta pretensão porque o trabalho em altitude a bordo de aeronaves comporta riscos que podem ser mitigados ao longo dos anos, contudo, nunca permitindo criar condições normais de trabalho", refere o sindicato em comunicado. Assim, "a frequente exposição no posto de trabalho a inúmeros fatores nocivos para a saúde dos profissionais navegantes só poderá ser resolvida caso se processe uma diminuição dos períodos de exposição a tais fatores, ou seja, a uma diminuição dos anos de laboração, minimizando assim as consequências nefastas na vida pessoal e familiar dos tripulantes de cabine, ocorridas ao longo da vida profissional", acrescenta.

Por estes motivos, "sabendo que os deputados são obrigados a apreciar e deliberar sobre a Petição no prazo de 60 dias a contar da data da sua admissão", o SNPVAC "irá estar atento ao desenvolvimento dos trabalhos". "Caso não haja uma decisão favorável sobre este assunto ainda durante esta legislatura, consideramos inevitável a convocação de greves para todas as companhias de aviação a operar em Portugal, nos meses de julho e agosto, como forma de protesto", reforça o sindicato.

(Porto Canal 06/06/19)