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Emprego / Desemprego

 

Sindicatos da CP exigem revisão da tabela salarial

Os sindicatos representativos dos trabalhadores da CP - Comboios de Portugal consideraram hoje inaceitável a possibilidade de não revisão da tabela salarial e admitiram ações de protesto se a empresa não alterar a sua posição na reunião de terça-feira. "A empresa não quer rever a tabela salarial, mas os sindicatos foram unânimes em considerar esta posição inadmissível", disse à agência Lusa o coordenador da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), José Manuel Oliveira, no final de um encontro sindical.

As estruturas sindicais que representam os trabalhadores da CP reuniram-se para analisar o desenvolvimento das negociações com a empresa pública e definir uma posição convergente a apresentar na próxima reunião negocial. Segundo José Manuel Oliveira, as negociações chegaram a um impasse porque a CP só quer disponibilizar 2,1 milhões de euros para, em três anos, atualizar algumas cláusulas do Acordo de Empresa (AE), nomeadamente aumentar o subsídio de refeição e rever algumas categorias profissionais. "Mas este montante não abrange a revisão da tabela salarial, e disso não abdicamos", disse o sindicalista, acrescentando que caso a empresa não evolua na sua posição na terça-feira, os sindicatos "terão de desenvolver algumas ações de pressão".

A Fectrans, filiada na CGTP, reivindica aumentos salariais de 90 euros por trabalhador.

(Porto Canal 07/11/19)

 

Aproximam-se três dias de greve na Renault Cacia

Os trabalhadores da Renault Cacia decidiram avançar com um pré-aviso de greve de 24 horas para os dias 7, 10 e 12 de Novembro, para forçar a empresa a responder às reivindicações apresentadas em Abril.
Segundo o comunicado do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Centro e Norte (SITE Centro-Norte/CGTP-IN), a decisão foi tomada em plenários realizados nos dias 27 e 28 de Outubro e após uma «intensa discussão» sobre a situação actual da empresa.

Adianta que, apesar dos esforços realizados pelas organizações representativas dos trabalhadores (ORT), na procura da via do diálogo, a «falta de respostas às legítimas reivindicações» dos trabalhadores, expressas numa resolução aprovada em plenários, em Abril deste ano, levou a que «não restasse outra alternativa» à greve. O SITE Centro-Norte denuncia ainda o «agravamento do clima social» na Renault Cacia, em Aveiro, «potenciado por uma administração que tem fomentado um clima social tóxico e desmotivador», com «posições e posturas desajustadas de alguns superiores hierárquicos, que depois se reflectem no terreno, nas chefias e nos operadores».

Além da «promoção para a competitividade» e do sentimento de «frustação colectiva, pela falta de reconhecimento do empenho e dedicação dos trabalhadores por parte da administração, o sindicato alerta para a «pressão e ritmos de trabalho elevados», dos quais resultam acidentes de trabalho, «alguns deles gravíssimos». A estrutura sindical revela que o número de baixas por doença profissional «não tem parado de aumentar» devido à «falta de condições de trabalho e porque se exige cada vez mais do trabalhador, tanto a nível físico como psicológico».

(Abril Abril 06/11/19)

 

Greve regressa à Tesco em 8 de Novembro

Os trabalhadores da Tesco-Componentes para Automóveis regressam à greve na próxima sexta-feira, dia 8 de Novembro anuncia um comunicado emitido pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Norte (SITE Norte/CGTP-IN). A paralisação ocorre em dois períodos, das 00h às 2h e das 14h30 às 18h e será acompanhada por uma concentração à porta da fábrica, em Ribeirão (Vila Nova de Famalicão).

Os trabalhadores mantêm-se «firmes e determinados», afirma o SITE-Norte, «na sua luta pelo Caderno Reivindicativo», naquela que é a sua terceira acção reivindicativa desde Outubro. As anteriores foram a 18 e a 25 de Outubro e, como noticiámos oportunamente, registaram grande adesão. Os trabalhadores da Tesco lutam por um aumento salarial justo, o fim da discriminação salarial, a redução do horário de trabalho, a passagem ao quadro da empresa dos trabalhadores com contratos a termo ou temporários, o aumento do subsídio de refeição e a concretização de 25 dias úteis de férias.

A multinacional japonesa Tesco produz componentes para o sector automóvel. A organização da fábrica assenta em elevada precariedade (que em 2015/2016 chegava a 65% dos trabalhadores) e baixos salários, e só a unidade e a luta dos trabalhadores tem feito a administração melhorar as condições destes.

(Abril Abril 06/11/19)

 

Os 600 trabalhadores das centrais termoeléctricas não são «recicláveis»

O SIESI alerta para a situação dos trabalhadores da PEGOP e da EDP depois das notícias vindas a público sobre as novas datas previstas para o encerramento das centrais termoeléctricas, no Pego e em Sines.
«Não somos recicláveis» é o mote do comunicado do Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI/CGTP-IN) que se destina aos trabalhadores das centrais termoeléctricas que, segundo a intenção demonstrada pelo Governo do PS, serão encerradas até 2023.

O sindicato alerta para a situação das cerca de seis centenas de trabalhadores, em ambas as centrais, alguns dos quais com vínculos à EDP, em Sines, à Pegop, no Pego, ou a prestadores de serviços em situação de precariedade. A preocupação central é que «muitos desses trabalhadores, longe da idade da reforma, conheceriam [com estes encerramentos] o desemprego», sobretudo considerando que os concelhos de residência ou próximos têm reduzidos sectores produtivos e difíceis novas possibilidades de trabalho. Para o SIESI trata-se de uma «reviravolta nas datas» de «contornos estranhos, assumindo as “dores” dos cumpridores exemplares». No comunicado explica-se que em Portugal existem «duas centrais a carvão, mas há países como, por exemplo, a Alemanha onde existem muito mais centrais [largas dezenas] e o seu encerramento está previsto para muito mais tarde».

O sindicato alerta que as questões em cima da mesa não podem ser decididas com base na «demagogia habitual de tentar confundir realidades» e que, a defesa do trabalho e dos trabalhadores não é incompatível com uma posição de defesa do ambiente e a importância da descarbonização. No comunicado recordam-se objectivos nunca postos em prática, como o tratamento de biomassa no Pego, que se revelou, segundo o sindicato um «conto onde foram suprimidos muitos capítulos», assim como não se vislumbram medidas que concretizem a promessa de criar 20 mil empregos em energias renováveis. Nesse sentido, o sindicato informou que para além de manter contactos com a Pegop, convocou reunião urgente com a EDP e audiências com o primeiro-ministro, o ministro do Ambiente e o Presidente da República.

(Abril Abril 03/11/19)

 

Trabalhadores dos call centers em greve a 31 de Outubro

Contratação colectiva, salários compatíveis com as funções «altamente qualificadas», melhores condições de trabalho e a integração nos quadros das empresas às quais prestam serviços são uma parte das exigências dos trabalhadores em regime de outsourcing.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (Sinttav/CGTP-IN) esclarece num comunicado que as principais reivindicações foram aprovadas ao longo de 56 reuniões plenárias realizadas, além deste, pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT) e pelo Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI/CGTP-IN), a nível nacional, desde o passado dia 17 de Setembro. No conjunto, «mais de dois milhares de trabalhadores» com vínculo a várias empresas outsourcing, em serviço para a MEO, NOS e Vodafone, entre outras, denunciaram a exploração de que são alvo. «Os trabalhadores, de plenário em plenário, manifestaram estarem cansados de ser explorados com salários mínimos para trabalho altamente qualificado, manipulados com prémios enganadores, impedidos do direito à conciliação da vida profissional com a vida pessoal e familiar, sem profissão devidamente qualificada, sem segurança no vínculo contratual e a prestar serviço durante anos para empresas donas dos serviços e que os rejeitam nos seus quadros efectivos», lê-se na nota.

Perante uma «insatisfação em crescimento», o Sinttav afirma que os trabalhadores, embora «conscientes das dificuldades exigidas», estão convictos de que estão no caminho certo para combater o que chamam de lei da selva, «há muito instalada na actividade dos call centers». O Sinttav recorda que há mais de 100 mil trabalhadores a operar em call centers, «sem qualquer regulamento que os proteja».

(Abril Abril 22/10/19)