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Emprego / Desemprego

 

Trabalhadores da RTP aprovam greve

Os trabalhadores da RTP aprovaram hoje, em plenário, a realização de uma greve como forma de luta depois da resposta da administração ao caderno reivindicativo "ter sido claramente abaixo" do esperado, disse hoje fonte do Sindicato dos Jornalistas à Lusa. Em causa estão os aumentos salariais dos trabalhadores da estação pública, congelados há 10 anos, a perspetiva de requalificação dos profissionais ou a demora da integração dos precários como efetivos.

"A resposta da administração foi claramente abaixo da reivindicação dos trabalhadores", afirmou a mesma fonte. No plenário os trabalhadores aprovaram também a constituição de um comité de greve, o qual vai indicar a data de paralisação. Os sindicatos afetos à RTP já tinham entregado pré-avisos de greve.

(Porto Canal 12/12/18)

 

Trabalhadores dos hiper e supermercados em greve na véspera de Natal

Os trabalhadores da grande distribuição avançaram com uma greve de 24 horas para 24 de Dezembro, pelo aumento dos salários, o fim da discriminação e da chantagem patronal na negociação colectiva. O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) lançou o pré-aviso de greve para a véspera de Natal, dia 24 de Dezembro, abrangendo todas as grandes superfícies. Em comunicado, o CESP afirma que a decisão foi tomada após a última reunião de conciliação para rever o Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) do sector, na qual a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) não alterou a sua posição.

Após «26 meses de negociação», o CESP afirma que as empresas representadas pela APED, entre as quais a «Sonae, Pingo Doce/Jerónimo Martins, Auchan, Lidl, Dia/Minipreço, El Corte Inglés e muitas outras, continuam a não apresentar propostas de verdadeiro aumento dos salários e correcção das injustiças e discriminações existentes». «Pelo contrário, continuam a querer reduzir o valor do trabalho extraordinário e desregular ainda mais os horários de trabalho com a introdução do banco de horas no CCT», lê-se no comunicado.

Os trabalhadores reivindicam o aumento geral dos salários, num mínimo de 40 euros, de forma a repor o poder de compra perdido desde 2010, o fim da tabela B, que prevê menos 40 euros de salário em todos os distritos, excepto Lisboa, Porto e Setúbal, e a progressão automática dos operadores de armazém até ao nível de especializado.

Já a APED, represente das empresas, é acusada de bloquear as negociações para a revisão do contrato colectivo de trabalho do sector, num processo que se arrasta desde Setembro de 2016. A troco do aumento dos salários, os patrões exigem «contrapartidas inaceitáveis», tais como a redução do valor pago pelo trabalho suplementar ou a aceitação do banco de horas como prática no sector.

O CESP afirma que «permanece em cima da mesa uma proposta de aumento de 3,21 euros (0,5%) para os operadores e escriturários especializados da tabela A», bem como a intransigência da APED em colocar a generalidade dos trabalhadores «próximos do salário mínimo nacional». «Esta proposta permanece inalterada quando as empresas e a APED sabem já que é intenção do Governo fixar o SMN [salário mínimo nacional] nos 600 euros», critica o CESP, apontando situações, nos escalões dos trabalhadores da distribuição, onde se registam salários entre 580 e 630 euros. O sindicato acusa as empresas de quererem manter a distribuição como um sector de salário mínimo nacional, referindo que, com a proposta em cima da mesa, a evolução salarial desde a admissão até ao topo de carreira, para os trabalhadores dos escritórios e lojas, «será de 30 euros», quando na penúltima revisão do CCT, em 2010, era de 139,5 euros.

(Abril Abril 11/12/18)

 

Trabalhadores da Plural convocam nova greve parcial

Face ao fim das negociações por decisão da administração, os trabalhadores da Plural Entertainment decidiram por unanimidade avançar com greve ao trabalho depois das 8h diárias de 18 a 31 de Dezembro. A nova greve parcial a todo o trabalho após as oito horas diárias, com início no dia 18 e até 31 de Dezembro, foi discutida e aprovada por unanimidade pelos trabalhadores do grupo Plural Entertainment nos piquetes de greve da passada semana. A informação é avançada num comunicado do Sindicato dos Trabalhadores de Espectáculos, do Audiovisual e dos Músicos (CENA-STE/CGTP-IN), que realça que essa foi a resposta dos trabalhadores à decisão da administração de se retirar das negociações relativas aos horários e salários.

Hoje, o piquete de greve estará novamente presente em frente às instalações da Plural às 17h. Duas horas depois, o secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, bem como o coordenador e o delegado sindical do CENA-STE serão recebidos pela administração. Os trabalhadores da Plural reivindicam a redução do período normal de trabalho até oito horas diárias em oposição das 11 actuais, que a empresa justifica com o pagamento do subsídio de isenção de horário de trabalho. Além disso, os trabalhadores exigem aumentos salariais, «que não ocorrem há cerca de oito anos», a integração nos quadros dos que, «de forma regular e consecutiva», trabalham nos diferentes projectos, o fim dos falsos recibos verdes, o pagamento das horas nocturnas e, entre outras reivindicações, a criação de condições de trabalho em segurança.

No comunicado, o CENA-STE considera que é «ainda possível alcançar um acordo benéfico para as duas partes e que corrija as várias injustiças criadas nos últimos anos» para os 214 trabalhadores dos quadros, bem como para aqueles com contrato por tempo indeterminado ou vínculos precários, seja através de recibo verde ou de empresas de outsorcing. «O sector do audiovisual, nomeadamente o da produção de conteúdos televisivos, não pode continuar a basear a sua actividade em baixos salários, horários insuportáveis e totalmente desregulados e numa precarização profunda e sistémica dos vínculos laborais», frisa a estrutura.

(Abril Abril 10/12/18)

 

Trabalhadores da Randstad avançam com greves no Natal e Ano Novo

Os trabalhadores da Randstad decidiram fazer greve durante o Natal e o Ano Novo, num total de dez dias, para exigir da empresa de trabalho temporário o fim da precariedade e aumentos salariais. Em nota, o Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI/CGTP-IN) afirma que a decisão foi tomada pelos trabalhadores nos plenários realizados em Novembro, face à intransigência e o silêncio patronal ao caderno reivindicativo. A greve de dez dias durante o Natal e o Ano Novo divide-se em dois períodos – da meia-noite de 22 de Dezembro até à 1h do dia 26, sendo retomada nos mesmos moldes de 29 de Dezembro até 2 de Janeiro.

O SIESI afirma que a contestação é a resposta dos trabalhadores aos vários meses de «tentativas de negociação do caderno reivindicativo», as quais «esbarraram no silêncio» e num «desrespeito total» pelos trabalhadores. «Assim, foram esgotadas todas as possibilidades de se continuar e acentuar um clima de conflito, demonstrando que a “maior empresa do mundo” parece não conhecer as palavras mais comuns: respeito e diálogo», acrescenta.

Os trabalhadores da Randstad exigem o fim da instabilidade, decorrente dos vínculos precários, bem como melhores salários, a reposição das alterações que agravaram as condições de trabalho e o integral cumprimento da lei laboral. «De facto, somos nós que trabalhamos e criamos a riqueza de que a Randstad se apropria para o bolso de alguns; agradecemos as festarolas e o espumante, mas o que queremos pôr na mesa é o resultado do nosso trabalho!», lê-se na nota.

(Abril Abril 10/12/18)

 

Trabalhadores da Petrogal avançam para novas greves

A decisão deve-se ao facto de a administração da Petrogal continuar a não apresentar propostas que «permitam alcançar um acordo duradouro», revela a Fiequimetal. A Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas (Fiequimetal/CGTP-IN) e o Sindicato da Indústria e Comércio Petrolífero (Sicop) decidiram marcar novas greves na Petrogal, com início a 17 de Dezembro, após a realização, no passado dia 28, da 11.ª reunião da comissão sindical negociadora (que ambas as estruturas sindicais integram) com a administração da Petrogal (Grupo Galp Energia).

Num comunicado, a Fiequimetal explica que a administração «continua a não apresentar propostas que permitam alcançar um acordo duradouro, com manutenção de direitos e melhoria das condições de vida e de trabalho de todos os trabalhadores». A marcação de novas greves teve isto em conta, bem como as deliberações dos trabalhadores nos plenários realizados nos vários locais de trabalho, na segunda quinzena de Outubro, em que ficou vincada a vontade de «prosseguir e intensificar a luta, para garantir a contratação colectiva e manter os direitos laborais e sociais», lê-se no texto. A Federação revela ainda que tais deliberações foram reafirmadas na resolução que uma delegação entregou no Ministério do Trabalho, a 15 de Novembro, quando da manifestação nacional que a CGTP-IN promoveu em Lisboa.

Entre os objectivos do protesto elencados no pré-aviso de greve, contam-se: o fim da «ofensiva da administração» contra a contratação colectiva e os direitos sociais, assim como a melhoria dos salários e da distribuição da riqueza produzida pelos trabalhadores. Defende-se também o fim da eliminação de direitos específicos dos trabalhadores de turnos e o fim da desregulação e do aumento dos horários, bem como a manutenção dos regimes de reformas, de saúde e de outros benefícios sociais, que foram «alcançados com muita luta, ao longo de muitos anos de trabalho e de riqueza produzida».

Na Refinaria do Porto, no Terminal de Leixões e nos parques de Viana do Castelo, Perafita, Boa Nova e Real a greve decorre das 6h de dia 17 às 6h de dia 24 de Dezembro e das 6h de dia 2 às 6h de dia 14 de Janeiro de 2019. Na Refinaria de Sines, no Terminal de Sines e no Parque de Sines, a greve realiza-se das 0h de dia 17 às 24h de dia 23 de Dezembro e das 0h de dia 2 às 24h de dia 13 de Janeiro de 2019. Nas instalações da Petrogal na área de Lisboa, os trabalhadores realizam greve das 14h às 18h nos dias 17, 18, 19, 20 e 21 de Dezembro, e nos dias 7, 8, 9, 10 e 11 de Janeiro de 2019.

As organizações sindicais acrescentam que foi declarada greve a todo o trabalho suplementar para as 12 horas anteriores e as 12 horas subsequentes a cada período de greve.

(Abril Abril 02/12/18)