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Emprego / Desemprego

 

Trabalhadores da IP fazem greve parcial em 10 de maio e total em 11 de maio

Os trabalhadores da Infraestruturas de Portugal (IP) vão realizar uma greve parcial no dia 10 de maio e uma total em 11 de maio, anunciou hoje José Manuel Oliveira, dirigente da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS).

Depois de um plenário realizado na manhã de hoje, "com boa participação", na estação de Santa Apolónia, em Lisboa, o dirigente sindical explicou à agência Lusa ter sido decidido "retomar a greve na empresa no dia 10 e no dia 11" de maio. "No dia 10 [uma quinta-feira] todos os trabalhadores paralisarão uma hora no seu turno de trabalho, mas a uma hora fixa: entre as 00:00 e a 01:00; entre as 08:00 e as 09:00 e entre as 16:00 e as 17:00 e depois uma greve de 24 horas no dia 11", precisou

(Visão, 19/04/18)

 

Ryanair quer processar sindicato do pessoal de voo? Venha lá esse tribunal

A presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil diz que levar o caso da greve na Ryanair a tribunal é uma "ideia fantástica". Em declarações à TSF, a presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil disse até ficar "satisfeita" com a vontade da companhia área de levar o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil. "Parece-me uma excelente ideia", respondeu Luciana Passo.

"O sr. O'Leary reconhece que há lei e que a lei tem que ser cumprida - que é aquilo que nós queremos para os tripulantes de cabine da Ryanair - e não há nenhum sítio melhor que o tribunal para podermos pôr o nu tudo aquilo que se passa na Ryanair", alegou a presidente do sindicato. "Em tribunal tudo será provado. Poderemos ir todos para tribunal e debater estes assuntos - será até o sítio mais acertado", afirmou Luciana Passo.

O sindicato que representa os tripulantes da Ryanair convidou sindicatos de vários países da Europa para uma reunião em Lisboa. O encontro deve realizar-se no dia 24 de abril e em cima da mesa estará a a hipótese de uma greve europeia na companhia aérea lowcost.

(TSF 11/04/18)

 

Trabalhadores da EMEF protestam em frente à sede da CP por aumentos

Trabalhadores da EMEF (Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário) vão protestar hoje em frente à sede da CP - Comboios de Portugal, reivindicando aumentos de salários para os funcionários da empresa. O protesto "Ocupemos as Escadinhas", promovido pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF) e pela Comissão de Trabalhadores da EMEF, considera que a melhoria de salários deve acompanhar os resultados positivos da empresa.

"O processo que se desenvolveu na CP e que terminou com o acordo no mês de fevereiro é sustentado nas declarações da administração de que há uma melhoria de resultados da empresa e que os trabalhadores devem ser premiados por esse esforço", disse à agência Lusa, José Manuel Oliveira, coordenador do SNTSF. O sindicalista espera que os trabalhadores da EMEF sejam tratados de maneira semelhante aos da CP, detentora da empresa, uma vez que ambos têm papéis igualmente importantes.

"Os resultados positivos da CP, quer no número de passageiros, quer mesmo nos resultados económico-financeiros, têm também um contributo muito grande dos trabalhadores da EMEF, já que são estes que asseguram a disponibilidade do material circulante em condições de segurança e de fiabilidade para fazer o transporte de passageiros" acrescentou José Manuel Oliveira. "Achamos que é de toda a justeza o mesmo tratamento face a uma atualização salarial, tendo como referência aquilo que foi feito na CP, que é a empresa que detém a 100% o capital social da EMEF", finalizou.

A EMEF é uma empresa pública, detida a 100% pela CP -- Comboios de Portugal, que emprega cerca de 1.000 trabalhadores, que asseguram a manutenção do material circulante (comboios). Em janeiro, a Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS) divulgou a intenção da CP de manter a EMEF a trabalhar apenas para a CP e de criar dois Agrupamentos Complementar de Empresas (ACE), um para a reparação do material do Metro do Porto e o outro para a reparação de material circulante de mercadorias. A FECTRANS considera que a criação dos ACE abre a "porta à entrada de privados em dois setores importantes da EMEF".

(Noticias ao minuto 28/03/18)

 

Trabalhadores de cantinas do Norte em greve exigem salários "dignos"

Cerca de 50 trabalhadores das cantinas da região Norte que hoje cumprem greve concentraram-se junto às instalações da AHRESP, no Porto, exigindo aumentos salariais "dignos", que permitam "repor o poder de compra perdido entre 2010 e 2017". "Na região Norte mais de 90 cantinas escolares estão encerradas, no Centro mais de 80. Há vários institutos públicos e do Setor Empresarial do Estado [com cantinas] encerradas. Ainda não temos informação global sobre a greve, mas é maior do que a do dia 02 de novembro no Norte e também a maior greve de sempre no que toca ao setor escolar", disse aos jornalistas o dirigente sindical Francisco Figueiredo.

Segundo o sindicalista, em 2017, seguindo as orientações da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), as empresas procederam a um aumento salarial "miserável", de 2%, "quando a inflação no período 2010/2017 foi de 9%". "O que estamos a propor às empresas é que reponham o poder de compra. Tendo em conta que no ano passado deram 2% faltam 7%, [o que equivale a] 42 euros, e é isso que, em média, estamos a reclamar", sustentou.

Com palavras de ordem como "AHRESP escuta, trabalhadores estão em luta", "Aumentos salariais para já e sem demoras", os trabalhadores das cantinas exigiram também esta manhã "a negociação do contrato coletivo de trabalho com a manutenção de todos os diretos nele consagrados". Segundo Francisco Figueiredo, a AHRESP "tem algumas propostas em cima da mesa" que não podem ser aceites, designadamente 11 horas de trabalho, reduzir o pagamento em dia feriado para metade e deixar de pagar o trabalho noturno -- das 20:00 às 24:00". "Não podemos aceitar", vincou, acrescentando que a Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT) já afirmou estar disponível para "fazer um acordo menor" quanto aos aumentos salariais reivindicados, mas "a AHRESP tem de se comprometer de que nos próximos anos esse poder de compra vai ser reposto".

Nesta concentração, os trabalhadores das cantinas, áreas de serviço e bares concessionados aprovaram por unanimidade uma moção na qual exigem "aumentos salariais justos e dignos", "o respeito pelos direitos dos trabalhadores" e a "negociação do contrato coletivo de trabalho com a manutenção de todos os direitos nele consagrados". A moção foi depois entregue por Francisco Figueiredo na AHRESP.

A iniciativa desta manhã inseriu-se na quinzena de luta promovida pela FESAHT, que arrancou hoje com a greve dos trabalhadores das cantinas. Francisco Figueiredo destacou que na próxima semana dois autocarros com trabalhadores do setor percorrerão "vários hotéis do Porto" por "melhores salários". Esta quinzena de luta, que termina com uma manifestação nacional junto à Associação Patronal e ao Ministério da Economia, em 04 de abril, incluirá ainda "greves nos bares dos comboios e concentrações à porta das Pousadas de Portugal", entre outras iniciativas. "O setor tem vindo a crescer sucessivamente e não há nenhuma razão para os patrões não darem aumentos salariais e quererem tirar direitos", concluiu o sindicalista.

(Noticias ao minuto 19/03/18)