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Emprego / Desemprego

 

Motoristas da Santa Casa da Misericórdia em greve

Exigindo aumentos salariais e a integração na carreira, os trabalhadores estão em greve durante esta semana. Nos dois primeiros dias, a adesão foi significativa.

Registando-se «uma forte adesão dos trabalhadores», a greve (hoje no seu segundo dia) está a afectar muitos dos serviços da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), informou em nota à imprensa o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA/CGTP-IN).

Na próxima sexta-feira, dia 24, os trabalhadores estarão concentrados, a partir das 11h, frente à entrada da SCML, para reafirmar as suas exigências. Os motoristas reivindicam condições salariais «mais justas», a integração na carreira técnico-profissional, a atribuição de subsídio de lavagem e fardamento, a garantia de ajudas de custo e responsabilidade de franquia.

(Abril Abril 21/01/20)

 

Motoristas de transporte de passageiros do Norte em greves parciais até Março

Os motoristas do sector privado de transporte de passageiros do Norte vão prolongar até final de Março as greves iniciadas em Dezembro por aumentos salariais com efeitos retroactivos a Fevereiro de 2019, informou fonte sindical. Um novo pré-aviso de greve emitido pelo Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN/Fectrans) abrange o período 2 de Janeiro e 31 de Março, cobrindo «todos os trabalhadores das empresas do sector de transportes rodoviários e pesados de passageiros dos distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Porto, Viana do Castelo e Vila Real».

O STRUN representa, nestes seis distritos, cerca de mil trabalhadores. O pré-aviso de greve incide sobre todo o trabalho extra em dias de folga ou feriados e, nos restantes dias, abrange as duas primeiras e duas últimas horas de serviço de cada trabalhador, explicou à agência Lusa o coordenador do sindicato, José Manuel Silva. «Os motivos que dão origem a estas greves prendem-se com a justa reivindicação dos trabalhadores, que exigem aumentos salariais e retroactivos desde Fevereiro de 2019», disse o dirigente sindical.

O STRUN e a Associação Nacional de Transportes de Passageiros (ANTROP) falharam em meados de Novembro uma tentativa para chegar a um entendimento. O sindicato reclama o pagamento de 300 euros, «30 euros por mês, desde Fevereiro, mais o subsídio de férias».

(Abril Abril 02/01/20)

 

Dona da Pizza Hut alterou horário no dia 1 e recorreu à Uber Eats

O Sindicato dos Trabalhadores de Hotelaria do Norte vai avançar com uma queixa-crime contra a Ibersol, acusando a empresa de no dia 1 de janeiro ter substituído os empregados em greve por distribuidores da Uber Eats no Grande Porto. O sindicato acusa o grupo empresarial de alimentação organizada de ter "alterado o horário de trabalho dos trabalhadores das lojas da Pizza Hut do dia 1 de janeiro que tinha habitualmente início às 18h00 para as 13h00", situação que afetou a "distribuição da Pizza Hut no Grande Porto". "A Ibersol fez esta alteração ao horário de trabalho, sem cumprir os formalismos e procedimentos legais, designadamente de consulta aos trabalhadores e aos delegados sindicais", denunciou o sindicato.

Segundo a nota de imprensa, "os trabalhadores, na sua maioria distribuidores, mas também cozinheiros e empregados de balcão e mesa, não se conformaram com a antecipação do horário de trabalho deste dia, por pôr em causa a sua vida pessoal e familiar e realizaram greve, deixando algumas lojas sem distribuição o dia todo ou no período das 13h00 às 18h00".

Para minimizar os efeitos da greve, acusou o sindicato, a "Ibersol usou os distribuidores da Uber Eats, substituindo os grevistas, o que configura a prática de um crime", complementando estar a "fazer um melhor apuramento da situação para apresentar queixa-crime contra a empresa". Em resposta à Lusa, o Grupo Ibersol esclareceu que o "horário de serviço de 'delivery' (entregas) da Pizza Hut, no dia 1 de janeiro de 2020, manteve-se igual ao dos anos anteriores, com abertura às 13h00". "Relativamente aos distribuidores dos agregadores como a Uber Eats ou Glovo, entre outros, estes são uma realidade na atividade da restauração moderna e funcionam complementarmente na marca com implementação ao longo de 2019", acrescentou a empresa.

(Noticias ao minuto 02/01/20)

 

Cordão humano pelo direito a conciliar o trabalho com a vida pessoal e familiar

O CESP promove esta quinta-feira um cordão humano frente ao Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa, contra a «violência e a desumanização dos horários de trabalho». Numa nota enviada à imprensa, o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) explica a realidade vivida diariamente pelos trabalhadores das grandes empresas de distribuição.

«A par dos baixíssimos salários, do não reconhecimento da sua experiência, anos de trabalho e qualificações adquiridas, da pressão dos objectivos e dos brutais ritmos de trabalho», o sindicato alerta para a desregulação dos horários, «que as empresas alteram a seu bel-prazer», numa violação das regras de organização consagradas nos contratos colectivos de trabalho (CCT).  «A violência e desumanização dos horários de trabalho, a recusa do horário para acompanhamento dos filhos menores significam tantas vezes colocar as mães e pais perante a decisão de manter o posto de trabalho ou serem acusados de abandono das crianças», lê-se no texto.

Esta a realidade, «que o CESP e os trabalhadores combatem diariamente nos locais de trabalho, exigindo o cumprimento dos CCT e da lei», motivou o cordão humano e a tribuna pública da próxima quinta-feira, entre as 11h30 e as 13h, estando prevista a presença do secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos.

(Abril Abril, 09/12/19)

 

Sindicato dos Registos marca três dias de greve a seguir ao Natal

O Sindicato Nacional dos Registos (SNR) apresentou um pré-aviso de greve para os dias 26, 27 e 28 de dezembro, em defesa de reivindicações que considera justas e devidas, incluindo pelo "fim das assimetrias salariais". Em comunicado, o SNR alerta que falta menos de um mês para que produza efeitos um diploma que "incorpora e cristaliza" as "assimetrias salariais", verificando-se uma "falta de esclarecimento/clarificação" do que está em causa e "qual o verdadeiro salário a auferir por cada um dos trabalhadores". Exigindo ao Governo "diálogo e franca negociação", o SNR reivindica, entre outros pontos, o "fim dos salários ilegais, superiores ao Presidente da República", a "reconhecida promoção/compensação imediata de todos os escriturários a escriturários superiores" e a "contabilização/compensação dos pontos acumulados, para progressão, de todos aqueles que se encontram no último escalão indiciário".

Na lista de reivindicações estão ainda o cumprimento da negociação coletiva, os subsídios de insularidade e de interioridade, o fim da mobilidade discricionária, a melhoria das condições de trabalho (salubridade das instalações, equipamentos e condições de atendimento), a abertura e regulamentação de concursos internos e externos e a criação de um regime mais favorável às aposentações e pré-aposentações.

Juntamente com o anúncio das greves de 26, 27 e 28 de dezembro, o sindicato apresenta uma proposta de serviços mínimos durante a paralisação que assegura atos como casamentos civis urgentes, por perigo de morte ou na iminência de parto, testamento em perigo de morte e casamentos civis já agendados antes da data da convocação da greve.

(Noticias ao minuto 09/12/19)