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Emprego / Desemprego

 

Sindicato diz que SATA não tem tripulantes suficientes para operação

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) disse esta quinta-feira que os voos Lisboa-Terceira-Lisboa de quarta-feira não se realizaram por falta de tripulação de cabine, demonstrando que a SATA não tem "tripulantes em número suficiente". "De facto, não existindo ontem [quarta-feira] tripulantes que prescindissem das suas folgas para a empresa poder assegurar que o voo se realizasse, porque a folga semanal de 48 horas é o mínimo que se pede, o mencionado voo foi cancelado", refere o sindicato num esclarecimento enviado à Lusa.

Na quarta-feira, a transportadora açoriana informou que as duas ligações foram canceladas devido à greve às assistências do SNPVAC, situação que afetou 254 passageiros. O administrador com o pelouro dos recursos humanos da SATA, João Trabuco Nunes, disse na ocasião que o SNPVAC "montou um piquete de greve em área de segurança, de acesso reservado, onde em princípio só devem circular pessoas que estão ao serviço", no aeroporto de Lisboa, "tendo sido solicitado, por esse motivo, o afastamento destes elementos do referido espaço, onde estiveram, entretanto, a limitar e a impedir os tripulantes" que não aderiram "a poderem ir para o seu trabalho". "O piquete de greve acabou por sair do espaço apenas quando foi confrontado com a possibilidade da presença da polícia, que informámos que iria ser chamada", acrescentou João Trabuco Nunes.

Hoje, o SNPVAC repudia "as pressões inqualificáveis" feitas pela administração da empresa "na tentativa de forçar os tripulantes a realizar o voo sem o cumprimento da Lei, indo ao ponto de deturpar e omitir na comunicação social sobre os reais motivos" pelo qual esteve presente um piquete de greve nas instalações da SATA. "De facto, existiram tripulantes que também pertencem aos órgãos sociais do SNPVAC e se deslocaram às instalações da SATA. Tal facto foi visto com desagrado pelo conselho de administração, que ameaçou chamar a polícia para que estes abandonassem a sala de tripulantes", adianta, salientando que "a zona é restrita ao público, mas aberta a tripulantes credenciados", pelo que "nada aconteceu".

Segundo o sindicato, "os representantes dos tripulantes apenas estiveram a apoiar os colegas que foram sujeitos às pressões da administração". O SNPVAC mantém, por tempo indeterminado, a greve às assistências na Azores Airlines, da SATA, que assegura as ligações para fora do arquipélago. Os tripulantes que estão de assistência são chamados para substituir os que por razões de doença ou outra não podem assegurar a escala para que estavam designados.

No esclarecimento, o sindicato acrescenta que para a SATA Air Açores, que garante as ligações no arquipélago, "foi enviado um pré-aviso de greve às alterações aos planeamentos iniciais publicadas, o que significa que os tripulantes recebem o seu planeamento mensal irão cumpri-lo integralmente, mas não aceitarão alterações fora do programado".

(TSF 31/08/17)

 

Produção parada na Autoeuropa devido à greve

A fábrica de automóveis da Autoeuropa em Palmela "está completamente paralisada em todas as seções" devido à greve que decorre hoje até ao final do dia contra o trabalho obrigatório ao sábado, disse à agência Lusa fonte sindical. "Tal como prevíamos, está a haver uma forte adesão à greve. Isto prova que os trabalhadores se identificam com os motivos que levaram a esta paralisação", disse Eduardo Florindo, do Sitesul, Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul. "Há centenas de trabalhadores em greve que estão concentrados aqui à entrada da empresa", acrescentou Eduardo Florindo, salientando quer os sindicatos continuam a aguardar por uma resposta ao pedido de reunião que fizeram à administração da Autoeuropa.

Os trabalhadores da Autoeuropa iniciaram hoje de manhã o segundo turno de greve contra o trabalho aos sábados que teve início às 23:30 de terça-feira e termina às 00:00 de quinta-feira. Os cerca de 3.000 trabalhadores que participaram nos plenários realizados na segunda-feira aprovaram uma resolução a confirmar a rejeição dos novos horários, particularmente pela imposição do trabalho aos sábados.

De acordo com o sindicato Sitesul, com os novos horários que a empresa pretende implementar, cada trabalhador só teria direito a gozar dois dias de folga consecutivas de três em três semanas, quando, a juntar ao dia de folga fixa, domingo, a folga rotativa fosse ao sábado ou à segunda-feira.

A administração da Autoeuropa só vai pronunciar-se depois da greve, que termina às 00:00 de quinta-feira.

(Noticias ao minuto 30/08/17)

 

PT incorre em pagamento de "coimas de 1,5 milhões até 4,8 milhões"

O secretário-geral da CGTP revelou hoje que o relatório da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) "reconhece violações" da lei da PT/MEO e aponta para coimas de "1,5 milhões de euros até 4,8 milhões de euros". "O acesso que a CGTP teve ao documento [da ACT] confirma que tudo aquilo que os sindicatos e a Comissão de Trabalhadores (CT) da PT denunciaram está ali espelhado, e o relatório aponta para coimas que podem ser superiores a 1,5 milhões de euros", afirmou Arménio Carlos aos jornalistas, no Porto, onde participou numa concentração que reuniu cerca de 150 trabalhadores e sindicalistas em defesa dos postos de trabalho e da estabilidade social e laboral na empresa.

Já antes de Arménio Carlos falar, Armindo Carvalho, da CT, tinha referido que no seu relatório "ainda reservado" a "ACT já concluiu que há peças de incumprimento e ataque aos trabalhadores" por parte da PT e que na próxima semana haverá uma reunião entre os órgãos representativos dos trabalhadores para analisar o documento para eventualmente avançar judicialmente contra a empresa.

As preocupações com a situação laboral da operadora de telecomunicações passam pelas cerca de 1.400 rescisões contratuais em dois anos, pelos cerca de 300 trabalhadores que ficaram sem funções, a que se junta a mudança de mais de 150 funcionários para empresas do grupo da multinacional de comunicações e conteúdos, que detém a PT Portugal, recorrendo à figura de transmissão de estabelecimento.

Para o secretário-geral da CGTP, se o montante das coimas for utilizado para responder aos problemas da empresa já não é necessária a transmissão de trabalhadores. O documento "aponta para a confirmação daquilo que os sindicatos denunciavam e aplica coimas à empresa. Isto demonstra que a empresa pode travar com a transmissão de estabelecimentos, com o assédio que faz a trabalhadores e respeitar as leis", disse.

Afirmando que "as violações [da PT] são grosseiras e significativas", Arménio Carlos defendeu a intervenção do Governo neste processo, considerando que deve dizer que, "em relação à transmissão de estabelecimento, a empresa está a subverter a lei". "A chamada transmissão de estabelecimento não é mais do que um mecanismo de subversão da lei para facilitar despedimentos encapotados", sublinhou, defendendo que só este caso "justifica que a empresa retorne ao património público". "Mas não só: se analisarmos as responsabilidades que o SIRESP [Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal] teve em relação aos incêndios no país, então ainda se reforça mais a ideia de que se esta empresa fosse do Estado provavelmente não teria acontecido muito daquilo que aconteceu e os serviços que atualmente a Altice presta às populações não teriam sido tão degradados como foram ao longo dos tempos, no que respeita às telecomunicações", acrescentou.

O membro da CT Armindo Carvalho adiantou aos jornalistas que a "luta" dos trabalhadores vai continuar, estando prevista a realização de uma tribuna pública, em Lisboa, em meados de setembro, e que "não está excluída uma greve e uma nova manifestação em Lisboa".

Representantes de sindicatos e trabalhadores estiveram concentrados entre as 12:00 e as 14:00 junto ao edifício da PT mostrando uma faixa em que se lia "Os trabalhadores reclamam que o Governo impeça a destruição da PT Portugal".

(Noticias ao minuto 24/08/17)

 

Trabalhadores e sindicatos da PT concentrados no Porto

Os órgãos representativos dos trabalhadores da PT/MEO realizam hoje uma concentração, durante duas horas, no Porto, "pela defesa dos postos de trabalho e da estabilidade social e laboral na empresa".
A concentração decorrerá entre as 12:00 e as 14:00 na rua Tenente Valadim, junto ao edifício da PT, estando prevista a presença do secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos. De acordo com os sindicatos e a Comissão de Trabalhadores da PT/MEO, em causa está a luta "pela defesa dos postos de trabalho e da estabilidade social na empresa".

As organizações representativas dos trabalhadores (ORT) garantem que mantêm "o compromisso sério e firme de tudo continuar a fazer para resgatar os 155 trabalhadores transmitidos para empresas externas, para recolocar os trabalhadores nas funções que sempre desempenharam e que, de forma abrupta e inexplicável, se encontram desocupados ou semi-ocupados". Assumem também "o compromisso de continuar a persistir na responsabilização do atual Governo, da Assembleia da República e dos partidos políticos", exigindo uma "discussão séria em defesa da empresa PT e dos postos de trabalho".

As preocupações com a situação laboral da operadora de telecomunicações passam pelas cerca de 1.400 rescisões contratuais em dois anos, pelos cerca de 300 trabalhadores que ficaram sem funções, a que se junta a mudança de mais de 150 funcionários para empresas do grupo da multinacional de comunicações e conteúdos, que detém a PT Portugal, recorrendo à figura de transmissão de estabelecimento. Nesta concentração marcada para hoje no Porto, as ORT pretendem ainda transmitir "a perspetiva das ações futuras" de luta que pretendem "intensificar".

O executivo socialista tem defendido a intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) para averiguar da legalidade da situação, mas aquela entidade, segundo representantes sindicais que com ela se reuniram, terá reconhecido constrangimentos para atuar em concreto sem que a legislação seja alterada. A operadora, do grupo Altice, anunciou em 14 de julho o lançamento de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) abrangendo as ações representativas dos restantes 5,31% do capital do grupo Media Capital, dono nomeadamente da TVI.

(Noticias ao minuto 24/08/17)