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Emprego / Desemprego

 

Trabalhadores dos Registos e Notariado manifestam-se em Lisboa

A manifestação dos trabalhadores dos Registos e Notariado está a decorrer esta manhã em Lisboa, em frente à conservatória dos registos centrais na rua Rodrigo da Fonseca, perto da rua Castilho.

Em causa está a revisão de carreiras proposta pelo governo e rejeitada pelo sindicato dos Trabalhadores dos Registos e Notariado, que a considera um “ataque sem precedentes”, além de se queixar de estar "incompleta pela falta do envio da portaria e do decreto regulamentar”.

Para a força sindical, "não faz sentido fazer a revisão das carreiras sem fazer a revisão da lei orgânica”. Além da manifestação de hoje, o sindicato já tinha anunciado que iria fazer greve no dia 12 de dezembro.

(Jornal i, 23/11/17)

 

Motoristas de pesados vão protestar contra o aumento da idade da reforma

Os motoristas de pesados de passageiros e mercadorias voltaram hoje a reivindicar ao Governo, numa concentração de dirigentes e delegados sindicais junto ao Ministério do Trabalho, em Lisboa, a reposição do limite da idade para o exercício da atividade nos 65 anos. O objetivo do encontro, que esta manhã juntou algumas dezenas de sindicalistas afetos à Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN), foi também o de entregar um documento à tutela a exigir a reposição nos 65 anos do limite da idade de reforma sem penalização, como acontecia antes de ser alterado o Código da Estrada no ano passado.

"Com esta alteração do Código, o limite de idade aumentou, dos 65, para os 67 anos, o que é também um aumento da idade da reforma numa profissão de desgaste físico e psíquico rápido, com reflexos na qualidade e segurança de pessoas e bens. Já há muito que fazemos esta reivindicação", contou à Lusa o coordenador da Fectrans, José Manuel Oliveira. Há um ano, deu entrada no parlamento uma petição para a revogação do limite de idade da validade da carta de condução dos motoristas de pesados, que pedia ainda a criação de um regime específico de idade de reforma na profissão, mas a comissão parlamentar que a apreciou, em novembro do ano passado, concluiu que o teor do documento seria dado a conhecer aos grupos parlamentares e Presidente, mas ressalvava não ser obrigatório proceder à sua apreciação em plenário.

José Manuel de Oliveira, que contabiliza existirem "centenas de milhares" de motoristas de pesados, defendeu a necessidade de abrir à discussão dos deputados a criação deste regime especial, lembrando que se trata de trabalhadores que transportam pessoas e mercadorias, com grande importância para a economia nacional e segurança de pessoas. "Conhecemos estudos, na área da saúde, que mostram que estes trabalhadores sãos suscetíveis de doenças que outros não têm", salientou o sindicalista, recordando ainda que muitas empresas, em vez de cumprirem a lei, fazem o salário do trabalhador depender dos quilómetros de faz ou tonelagens que transporta, o que fomenta ainda mais ritmos de trabalho intensos.

(Noticias ao minuto 10/11/17)

 

Trabalhadores da mina de Neves-Corvo iniciam hoje uma greve de cinco dias

Trabalhadores da concessionária da mina de Neves-Corvo, no concelho de Castro Verde, distrito de Beja, iniciam hoje mais uma greve de cinco dias pelo fim do regime de laboração contínua no fundo do complexo mineiro. A greve, que começa hoje às 06:00, pouco mais de um mês após a anterior, e termina no sábado às 06:00, serve também para os trabalhadores reivindicarem a "humanização" dos horários de trabalho, antecipação da idade da reforma dos funcionários das lavarias, progressão nas carreiras, revogação das alterações unilaterais na política de prémios e o "fim da pressão e da repressão sobre os trabalhadores".

No dia 18 de outubro, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira (STIM) e a administração da Somincor reuniram e, no final do encontro, o primeiro depois da greve realizada entre os dias 03 e 07 daquele mês, os sindicalistas entregaram o pré-aviso da nova paralisação que começa hoje. Em declarações à agência Lusa, após a reunião, o dirigente do STIM Jacinto Anacleto disse que a administração da Somincor "continua intransigente e não está interessada em negociar" as revindicações dos trabalhadores.

Na reunião, "não houve qualquer tipo de abertura" da administração para "negociar" e, por isso, o STIM "não teve outra hipótese senão a de entregar um novo pré-aviso de greve", tal como os trabalhadores da Somincor tinham decidido num plenário no passado dia 17 de setembro, disse. No plenário, que decorreu na sede do STIM, na vila de Aljustrel, também no distrito de Beja, os trabalhadores decidiram fazer a greve entre os dias 03 e 07 de outubro e, caso as repostas da administração da Somincor às suas reivindicações continuassem "a não ser favoráveis", mais cinco dias de greve este mês e outros cinco em dezembro, lembrou Jacinto Anacleto.

No dia 19 de outubro, num comunicado enviado à Lusa, a Somincor, que pertence ao grupo sueco-canadiano Lundin Mining, lamentou a convocação de mais uma greve e reafirmou estar aberta ao diálogo com os trabalhadores e o sindicato dos mineiros. A Somincor referiu que vai continuar a dialogar com os trabalhadores e os seus representantes "com vista à resolução desta situação" e frisou que a sua "prioridade" é garantir "condições seguras e com o mínimo de interrupções a todos os colaboradores que queiram trabalhar" durante a greve.

(Noticias ao minuto 06/11/17)

 

Trabalhadores da Soares da Costa em protesto contra atraso nos salários

Dezenas de trabalhadores da Soares da Costa protestaram hoje, junto às obras do Hotel Monumental, na Avenida dos Aliados, no Porto, contra o atraso no pagamento dos salários, prometendo não regressar ao trabalho até que a situação seja normalizada. "Esta ação de hoje tem a ver com salários em atraso, mas é também um protesto contra um avolumar de situações que se arrastam há anos e que geram incertezas, dificuldades e instabilidade familiar", explicou à Lusa o coordenador da União dos Sindicatos do Porto (USP).

Tiago Oliveira defendeu que "a empresa já está com o segundo Processo Especial de Revitalização (PER) a ser discutido em tribunal, é preciso garantias por parte do Governo no que diz respeito a uma solução para uma grande empresa que é estrutural para o país". "Estes trabalhadores sentem-se completamente desamparados, por isso era preciso dar a nota de que o poder político tem de lhes dar uma resposta concreta", sublinhou.

Para a USP, "é preciso de facto, nomeadamente no que respeita à discussão dos PER, haver uma resposta concreta para o futuro destes trabalhadores, que não podem estar meses e meses sempre na incerteza, sempre com ameaça de despedimento, ameaça de extinção do posto de trabalho ou dificuldade de receber salário para fazer face áquilo que são as despesas mensais". Na obra do Hotel Monumental, segundo José Pinto, da Comissão de Trabalhadores e dirigente do Sindicato da Construção de Viana do Castelo e Norte, "a Soares da Costa ainda ia pagando consoante a faturação, mais ou menos mês a mês, só que desde o mês passado que tem sido protelado os dias do pagamento". "Os trabalhadores decidiram no dia 27 outubro dar o prazo até 31 de outubro, na passada terça-feira, para o pagamento dos salários, não pagando avançava-se para a greve até que a situação se reponha", disse.

Contactada pela Lusa, fonte da empresa disse que "estão a ser feitos todos os esforços para que a situação seja regularizada o mais cedo possível".

(Noticias ao minuto 03/11/17)